Vamos falar de colestase intra-hepática gestacional?

Nossa, que nome feio né? Colestase intra-hepática é uma doença RARA que ataca o fígado das gestantes e não tem causa conhecida. Acredita-se que a causa é hormonal ou até mesmo genética.

Seu principal sintoma é o prurido (coceira).

A coceira pode ou não estar associado a icterícia (amarelão na pele) e sintomas gástricos (náuseas e vômitos). Esse prurido normalmente é intenso, ocorre no corpo todo afetando inclusive palma das mãos e plantas dos pés. Tem piora à noite, podendo desencadear inclusive distúrbios de sono e transtornos de humor.

Para o diagnóstico é necessário algumas alterações de exames de sangue, além da história de prurido intenso que não melhora com nenhuma medicação (com ou sem icterícia).

Ela ocorre geralmente no terceiro trimestre da gestação e desaparece horas ou dias após o parto.

Não causa grandes transtornos para a mãe (fora a coceira importante), mas pode causar inúmeros transtornos para o bebê, entre eles parto prematuro, sofrimento fetal e morte peri-natal.

Em função disso, uma vez realizado o diagnóstico de colestase gestacional, a gestante deve ser encaminhada ao pré-natal de alto risco, onde o acompanhamento é mais rigoroso, com a solicitação de exames de sangue e de imagem (ecografias) com periodicidade mais curta. Certas medicações podem ser usadas e em algumas situações o nascimento do bebê deve ser antecipado.

Ou seja, em caso de coceira intensa pelo corpo, procure seu obstetra e informe suas queixas. Apenas um exame clínico detalhado pode alertar ou afastar sobre a possibilidade de colestase.

Lembrando que nem toda coceira na gestação é colestase intra-hepática, ok?

Referências:

Imagem: http://www.ficargravida.com.br/gravidez/coceira-na-gravidez/