São gêmeos, e agora?

Você acabou de descobrir que está grávida, marcou seu primeiro ultrassom, tudo lindo e maravilhoso. Chega na clínica para a realização do exame morrendo de ansiedade (qual gravidinha nunca se sentiu assim???) e ao iniciar o exame o médico lhe faz a seguinte pergunta ” tem história de gêmeos na família?” ou ainda ” fez tratamento para engravidar??”… Já de pernas moles, o maridão se abanando e você, ainda sem entender muito bem o porquê, acaba de descobrir que será mamãe não apenas de um, mas de dois, isso mesmo: DOIS bebês ao mesmíssimo tempo!

Bem vinda ao incrível mundo das gestações múltiplas, seja ela gemelar, trigemelar ou outra variante!

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A primeira e mais importante informação que você precisa saber é a CORIONICIDADE da sua gestação, ou seja, o número de placentas, pois isso vai determinar o tipo de acompanhamento e mesmo o risco de complicações (que são muito diferentes nos diferentes tipos de gestações gemelares). A corionicidade é diferente da zigoticidade. A corionicidade é determinada pelo número de placentas e a zigoticidade pelo número de óvulos fecundados (zigotos).

Na fase da descoberta da gestação a placenta ainda não estará formada, então vem a pergunta: como saber a corionicidade? É simples: pelo número de sacos gestacionais!!!

Essa é uma informação IMPORTANTÍSSIMA, e é FUNDAMENTAL estar relatada no primeiro exame de uma gestação gemelar, pois com o avançar da gravidez torna-se cada vez mais difícil determinar-se o número de placentas, pois muitas vezes ocorre a fusão das mesmas, tornando extremamente complexo o acompanhamento dessas gestantes.

Aguarde mais explicações sobre as diferenças entre as gestações monocoriônicas e dicoriônicas em breve!!