O autoexame não substitui a mamografia.

O Autoexame é uma ferramenta incrível de autoconhecimento, porém não substitui a mamografia.

A orientação de realizar o autoexame das mamas surgiu como estratégia para diminuir o diagnóstico de tumores de mama em fase avançada.

Infelizmente a prática do autoexame não reduz a mortalidade pelo câncer de mama.

Isso porque com o autoexame, geralmente a mulher só consegue sentir tumores com mais de 1-2 cm de tamanho. Nesses casos, a doença já está mais avançada.

Por isso, a recomendação do Inca (Instituto Nacional do Câncer) é seguir a estratégia de breast awareness, que significa “estar consciente para a saúde das mamas”.

A orientação é que a mulher palpe e observe seus seios sempre que se sentir confortável para isso: pode ser no banho, trocando de roupa, ou em outra situação do seu dia a dia. Não há necessidade de seguir alguma técnica ou uma frequência regular fixa – como por exemplo “sempre no dia tal do mês”. O importante é você reconhecer as mudanças habituais das mamas durante o seu ciclo menstrual e em diferentes fases da vida. Assim, começará a entender seu corpo e saberá valorizar a descoberta de alterações suspeitas. E se isso acontecer, procurar o quanto antes um médico (se quer saber sinais de alerta ao autoexame, leia mais aqui).

O ideal é manter os hábitos de vida saudáveis e visitar seu ginecologista regularmente (ao menos uma vez ao ano). Seu médico tem mais prática em examinar mamas e pode identificar lesões um pouco menores e principalmente, solicitar os exames de imagem quando necessário.

O melhor método para fazer diagnóstico precoce de câncer de mama é a MAMOGRAFIA.

Esse exame diminui o número de mortes por câncer de mama mesmo! A mamografia pode detectar lesões iniciais, tão pequenas que ainda não é possível palpá-las. Como resultado, temos o diagnóstico precoce com chances altas de cura (mais de 90%!), além de melhor qualidade de vida para as pacientes e uma cirurgia menor com menos mutilação.

A partir dos 40 anos de idade, todas as mulheres devem realizar anualmente a mamografia. Lembrando que na maioria dos casos de câncer de mama (cerca de 80%), a mulher não terá história familiar da doença.

Sabemos que em nossa realidade infelizmente existe a falta de acesso a serviços de saúde e grande desinformação sobre o câncer de mama. E que às vezes o autoexame pode ser a única maneira de identificar alguma lesão. Por isso mesmo, estratégias de autoconhecimento sempre serão estimuladas por aqui. Faça seu autoexame, mas não deixe de consultar um ginecologista e fazer a mamografia após os 40 anos de idade.

Fonte: Detecção precoce do câncer de mama -INCA.