Novo anticoncepcional sem hormônio: Phexxi.

Hello! Sim, um novo anticoncepcional sem hormônio foi aprovado pelo FDA (Food & Drug Administration), órgão semelhante à nossa ANVISA , dos EUA. A última vez que isso aconteceu foi quando a camisinha feminina foi aprovada, no final dos anos 90!

Chamado Phexxi, é um anticoncepcional em gel para aplicação vaginal.

O gel deve ser aplicado na vagina, até 1 hora antes de cada relação sexual. O Phexxi age mantendo o pH da vagina ácido. No sêmen há substâncias que fazem o pH vaginal aumentar, pois os espermatozóides não toleram ambientes muito ácidos. Assim, quando se aplica o gel antes da relação sexual, o pH vaginal fica ácido, o que afeta a motilidade dos esperamtozóides, evitando, portanto, a gravidez. E por isso, não adianta utilizar após o sexo. Tem que ser antes.

Anúncio no Twitter na Efovem Biosciences, farmacêutica que desenvolveu e irá comercializar o medicamento.

É um anticoncepcional livre de hormônio.

Feito a base de ácido cítrico, ácido lático e cremor tártaro (bitartarato de potássio), substâncias ácidas que consequentemente tornam a vagina mais ácida. Será lançado para venda em Setembro deste ano nos EUA, por cerca de 250,00 dólares a embalagem com conteúdo e aplicadores para 12 aplicações/relações sexuais. Ainda não temos previsão de venda no Brasil.

É um método eficaz.

Esse gel sem hormônios tem taxa de falha de 6,7 a 10%. Sua eficácia é comparada à da camisinha, lembrando que o Phexxi não protege a mulher de contrair uma IST.

Quando comparado à outros métodos (mesmo o DIU de cobre, sem hormônios – taxa de falha de 0,2 – 0,6%), tem um índice maior de falha (leia mais sobre taxa de falha dos anticoncepcionais aqui). E como a pílula ou o espermicida, o uso do Phexxi depende da memória da mulher.

Pode ser usado juntamente com a camisinha ou combinado com contraceptivos hormonais e diafragma, por exemplo. O laboratório não recomenda a associação com o anel vaginal.

Tem efeitos colaterais.

Portanto, como qualquer método anticoncepcional. Cerca de 2-18% das mulheres que testaram esse método sentiram ardência, desconforto, dor ou coceira vaginal, que foram diminuindo com o uso repetido. Outras queixas foram ardência para fazer xixi e candidíase.

Alguns casos de cistite (infecção da bexiga) e pielonefrite (infecção dos rins) foram associados ao uso desse método (0,36%). Por isso, quem tem histórico e infecções vaginais de repetição ou do trato urinário devem evitar o Phexxi.

Opinião descomplicada:

deixando bem claro que aqui é minha opinião. Como primeira impressão não me animou muito. Lógico que ter mais opção de um método anticoncepcional e ainda mais uma opção sem hormônios e que não depende de prescrição médica é interessante. Porém, é um método caro, com eficácia moderada e com efeitos colaterais desconfortáveis. Vide o espermicida que não tem muita preferência aqui no Brasil.

Por fim, sem muita novidade: o Phexxi é mais um anticoncepcional que depende da exclusivamente mulher.

Fonte: https://www.accessdata.fda.gov/drugsatfda_docs/label/2020/208352s000lbl.pdf