Gravidez na adolescência: nós nos importamos

Gravidez na Adolescência. Recentemente estivemos no Congresso Paulista de Ginecologia e Obstetrícia e ouvimos muito falar sobre este sério problema de saúde pública.

Os dados nacionais são realmente alarmantes. Segundo o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), no Brasil, 1 em cada 5 bebês nascidos é filho de mãe adolescente e, pior, a maioria deles não foram planejados. A primeira menstruação precoce, a baixa escolaridade e o nível muito alto de conteúdo sexual na mídia são fatores que colaboram para estas estatísticas.

Vocês sabiam que a gravidez na adolescência é responsável por 70 mil mortes por ano?

Assustador né? Pois é, o risco de morte materna dobra entre mães com menos de 15 anos e as mortes perinatais são 50% mais altas entre recém-nascidos de mães com menos de 20 anos. Por isso, a gravidez na adolescência é considerada de alto risco. Anemia, pressão alta, prematuridade e baixo peso ao nascer são os principais problemas relacionados.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a melhor forma de evitar a gravidez na adolescência é assegurando o acesso à métodos anticoncepcionais efetivos, incluindo principalmente os métodos de Longa Duração, e fornecendo informação. Seja por educação dentro das escolas, em casa e até mesmo por fontes confiáveis da internet.

Precisamos ter um diálogo aberto com os adolescentes sobre sexualidade para que eles possam fazer escolhas conscientes e vivenciar uma sexualidade responsável.

Além disso, filhos de mulheres que tiveram filhos na adolescência têm maior chance de engravidarem também nessa fase.

Nós, profissionais da saúde, também precisamos falar mais sobre este assunto. Sem receios. Aqui no blog você encontra muita informação de qualidade sobre métodos anticoncepcionais, gravidez, sexo, entre outros temas. Aproveite! É gratuito! Usufrua! Indique para as amigas! E se restar alguma dúvida, não exite! Manda pra gente!

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FONTE: (1) Lerner T. Sexualidade na adolescência: Eu me importo! São Paulo, 2019. (2)WHO -GLOBAL HEALTH SECTOR STRATEGY ON SEXUALLY TRANSMITTED INFECTIONS 2016–2021.(3) foto de capa: https://observatorio3setor.org.br