Estrias: As vilãs do universo feminino

 

Todas nos já passamos por aquele desgosto de ver alguma estria no corpo. Seja no abdome por conta da gravidez, nos glúteos, coxas, mamas, costas e até nos braços.

As estrias ocorrem mais nas mulheres (ê cromossomo X hein?) podendo ser discretas ou exuberantes.
O aspecto é de lesões lineares rosadas ou da cor da pele, deprimidas ou discretamente elevadas na fase inicial e brancas quando tardias, com espessura e/ou largura variáveis.

Não se sabe a causa, mas geralmente aparecem após a distensão excessiva ou abrupta da pele (crescimento rápido, ganhar peso rapidamente, gestação etc), que desencadeia uma inflamação e depois rompimento das fibras elásticas e colágenas.

Podem ocorrer em situações, tais como: crescimento, aumento excessivo dos músculos por exercícios físicos, colocação de expansores sob a pele ou próteses (de mamas por exemplo), gravidez, obesidade, uso prolongado de corticosteroides tópicos, orais ou injetáveis e anorexia nervosa.

Nem vem querer dizer que você não tem porque até a Gisele tem, então, quem somos nós reles mortais…
Pode até ser pequena e escondida (sorte sua!) mas muitas não tem o mesmo sucesso.

Tá certo, praticamente todas nós sabemos identificar estrias né..mas e aí??
O que fazer?
Dá pra resolver?

O primeiro ponto muito importante – As estrias podem ser de tipos diferentes, e isso influencia muito no tratamento

ESTRIAS VERMELHAS: são geralmente as estrias ‘mais novas’
Essas costumam responder bem ao tratamento, que pode ser realizado com ácidos, luz intensa pulsada, lasers, entre muitos outros tratamentos individualizados que podem ser propostos pelo seu dermatologista

ESTRIAS BRANCAS: são geralmente as mais antigas
Essas podem ter respostas muito variáveis ao tratamentos, e são geralmente ‘o calo no sapato’ dos dermatologistas. Não costumam responder a tratamentos únicos e isolados e precisam de uma combinação de tratamentos e muita paciência para obter resultados

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O tratamento das estrias representa um desafio e os resultados nem sempre são satisfatórios.

O ideal é que seja realizado logo que as estrias aparecem, na fase em que são recentes, rosadas, antes que se tornem tardias, brancas.

Os tratamentos conhecidos podem ser feitos de forma isolada ou em associações:
ácido retinoico em creme e em concentração elevada (pode causar irritação da pele e, por isso, precisa de acompanhamento por dermatologista); creme com ácido glicólico; creme com vitamina C; microdermoabrasão; radiofrequência; vários tipos de luzes e laser – laser de corante pulsado (dye laser), excimer laser, luz intensa pulsada, laser Nd:YAG, laser de érbio e laser de CO2 fracionado.
É essencial sempre manter uma boa hidratação da pele também.

Atualmente, existem alguns novos tratamentos combinando radiofrequencia, indução percutânea de colágeno com agulhas e microinfusão de medicamentos na pele
que tem mostrado resultado muito promissores.

Os resultados dos tratamentos, como já sabemos, são variáveis, ou seja: pode haver melhora e até regressão das estrias, como também nenhum efeito.

O melhor tratamento é aquele individualizado para o seu tipo de pele e de estria

Procure seu dermatologista e conheça as opções disponíveis de tratamento.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia