Descomplicando os Métodos Anticoncepcionais de Barreira

Olá meninas, hoje falaremos um pouco sobre os método anticoncepcionais de barreira. São métodos muito utilizados por quem não deseja ou não pode fazer uso de hormônio e opta por não usar um dispositivo intra-uterino. Consistem em impedir a ascensão do espermatozóide no trato genital feminino e, com isso, não ter acesso ao óvulo. Podem ser usados por homens e mulheres.

Condom (a famosa camisinha): envoltório de plástico, normalmente de látex, que reveste o pênis. Deve ser colocado sobre o pênis ereto, antes do coito. Alguns são lubrificados com silicone ou lubrificantes à base de água e existem em uma enorme variedade de tamanho, cores e texturas. Seu uso requer cuidados como: ser de boa qualidade, não estar “furado”, colocá-lo com o pênis ereto e sempre apertando a ponta para que não acumule ar, evitar manobras que possam causar rotura, retirar o pênis da vagina ainda ereto evitando assim o extravazamento de esperma na vagina, uso descartável. Hoje é considerado como a única forma eficaz de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS.

Existe também o condom feminino, que é uma bolsa acrílica feita de poliuretano com dois anéis flexíveis, um em cada extremidade, sendo que um deles é ocluído por uma membrana. Deve ser inserido pela mulher antes do ato sexual, deixando o anel aberto para fora, permitindo assim a entrada do pênis. Muito eficaz contra doenças sexualmente transmissíveis também. Por ser feito de poliuretano causa menos alergias. Veja na imagem abaixo como utilizá-la:

camisinha feminina

Diafragma: membrana de silicone em forma de cúpula que serve para cobrir o fundo vaginal e com isso o colo uterino. Tem de tamanhos diversos e é imprescindível uma consulta ao ginecologista antes de optar por esse método a fim de descobrir o tamanho adequado a ser usado e o modo de inserção. Pode ser usado junto ao gel espermicida para aumentar a eficacia. Não deve ser usado em mulheres que tenham alterações anatômicas vaginais. Pode aumentar o risco de corrimento vaginal e infecção urinária. Deve ser inserido antes da relação sexual e retirado 6 horas após. Não previne DST.

diafragma

Capuz cervical: difere do diafragma apenas pelo tamanho, ou seja, o capuz cervical cobre apenas o culo uterino. Existem varios tamanhos no mercado sendo necessário uma consulta ao ginecologista para avaliar o tamanho adequado a ser usado. Não esta disponível no mercado nacional. Não previne DST.

Espermicida: substância química que, após ser introduzida na vagina, compromete a vitalidade do espermatozóide. Existem diversas variedades de substância porém a mais estudada e utilizada é o nonoxinol-9. Tem baixa eficácia se usada isoladamente porém melhora muito de eficácia de associado a condom (ou diafragma ou capuz cervical). Deve ser aplicado alguns minutos antes da relação e reaplicados a cada 2 horas. Por causar uma agressão no epitélio do colo uterino, existem estudos que afirmam que o uso muito frequente pode aumentar o risco de transmissão por HIV e HPV. Não previne contra DST.

 Referências: Poli, MEH et al, Femina, setembro 2009, vol 37, n9