Descomplicando o Teratoma

Hello! O teratoma é um tipo de tumor ovariano originado de células germinativas, que são capazes de formar tecido maduro ou componentes de órgãos. Ou seja: ectoderme, mesoderme e endoderme. Eles portanto, podem conter cabelos compridos, glândulas sudoríparas, bolsas de sebo, sangue, gordura, ossos, unhas, dentes, olhos, cartilagem, tecido tireoidiano, músculo etc e etc!

Imagem: Ed Uthman, Radiopaedia.org, rID: 77604.

Acredita-se que o mecanismo pelo qual esses cistos se desenvolvem é por falha de meiose II ou de uma célula em que a meiose I falhou. Confuso né? Resumindo: a meiose é um processo de divisão celular que no fim, irá originar 4 células “filhotes” com metade do seu número de cromossomos. Assim, nos teratomas, esse processo não ocorre como o esperado.

São comuns em mulheres jovens, entre 20-30 anos e  também são as neoplasias ovarianas mais comuns em pacientes com menos de 20 anos. Podem acometer os 2 ovários em 10 a 17% dos casos. 

Geralmente os teratomas não dão sintoma algum e costumam ser descobertos nos exames de imagem de rotina. Exceto quando são muito grandes, que podem causar torção do ovário. 

A maioria dos teratomas (mas não todos) é benigna.

Teratoma após ser retirado do ovário. Imagem Dra. Juliana Olavo Pereira.

Mas mesmo assim, a remoção do teratoma é recomendada, para fazer um diagnóstico definitivo, preservar o tecido ovariano e evitar problemas potenciais, como torção, ruptura ou desenvolvimento de componentes malignos (a transformação maligna ocorre em 0,2- 2%).

Você já tinha ouvido falar nesse tipo de cisto de ovário?

FONTE: (1) Gershenson, DM: Ovarian germ cell tumors: Pathology, epidemiology, clinical manifestations, and diagnosis. UpToDate, acesso julho/20. (2) Foto da capa: Dra. Juliana Olavo Pereira.