Descomplicando o Descolamento Ovular

Hello meninas, hoje eu quero descomplicar para vocês o famoso descolamento ovular! Digo famoso, pois volta e meia surgem nas manchetes notícias de gravidinhas famosas que estão internadas, ou de repouso, devido a um descolamento. A notícia mais recente foi a da mais nova gestante lindíssima Sabrina Sato.

No primeiro trimestre de gestação, uma das causas de sangramento vaginal pode ser devido a um descolamento do saco gestacional. Esse descolamento ovular, também é chamado de  hemorragia subcoriônica ou hematoma retrotrofoblástico. É super comum e visualizado em mais de 18% das “ameaças de abortamento” (hemorragias do início da gestação).

O descolamento não afeta o desenvolvimento do bebê.

O risco, apesar de bem pequeno, é provocar um aborto. Raramente trará problemas para o fim da gestação e, por isso, a gravidez de quem teve um descolamento no início, que se resolveu, não precisa ser considerada de risco.

Na maioria dos casos o sangue vem em pequenas quantidades, mais escuro, parecido com borra de café, pode, ou não, estar associado a cólicas e pode durar vários dias. Os sintomas não são regra: podem existir descolamentos sem sangrar, ou então sangramentos de grande volume (o que aconteceu com a Sabrina!).

Nesses casos a primeira coisa a fazer é procurar seu obstetra. A mamãe passará por uma consulta, e o médico examinará o colo do útero para ver se está aberto ou fechado ou se tem alguma feridinha. Depois disso solicitará uma ultrassonografia (que deve ser feita por um médico especialista e pela via transvaginal). Nesse exame poderemos identificar se ocorreu um descolamento. Quando vemos um embriãozinho com o coração batendo, mesmo com descolamento, sabemos que a chance de correr tudo bem é alta!

Não há um tratamento específico.

A conduta vai depender do médico, do tamanho e localização do descolamento. Apesar de não ser cientificamente comprovado, geralmente orientamos repouso parcial – sem esforços físicos e relação sexual (não foram feitos estudos comparando a evolução da gravidez de mulheres que tinham descolamento e fizeram repouso com mulheres que tinham descolamento e não fizeram repouso), o tratamento com progesterona pode ser uma opção (já que em alguns poucos e raros casos o descolamento pode ser por falta de progesterona). Na maioria das vezes, uma reavaliação em duas semanas confirma a resolução do descolamento. Com 12 semanas, a placenta começa a produzir mais hormônios, então a chance de descolamentos diminui um monte!

Se você teve esse diagnóstico, tente ficar tranquila! Na grande maioria dos casos corre tudo bem!

Espero ter descomplicado esse assunto!

FONTE: (1) Manual de assistência Pré-nata, Febrasgo, 2014; (2) Manual de Orientação Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério, Febrasgo, 2010; Rios LM, et al. Anormalidades do primeiro trimestre da gravidez: ensaio iconográfico, Radiologia Brasileira.