Descomplicando a Episiotomia

Hello divas! Vamos descomplicar neste post um assunto polêmico: a Episiotomia. (Mmmuahuahua! – risada maligna)

A Episiotomia é o nome técnico dado àquele corte feito pelo obstetra no períneo (região entre a vagina e o ânus) da mulher durante o período expulsivo do trabalho de parto (quando a cabecinha do bebê está saindo). O procedimento foi inventado na tentativa de reduzir os danos (lacerações) no períneo da mulher e para facilitar partos difíceis. Antigamente (lá pelos anos 1800), começou a divulgar-se nas escolas médicas que episiotomia deveria ser utilizada rotineiramente, para proteção da mulher e do bebê. Esses ensinamentos foram difundidos no mundo todo, e foi só recentemente (depois de 1993), que pesquisadores começaram a fazer estudos extensos, comparando o resultado de se fazer ou não a episiotomia.

Hoje, aboliu-se a episiotomia de rotina, e adotou-se a EPISIOTOMIA SELETIVA.

O que é isso? O ACOG (Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia) deixa claro que o corte não é proibido, mas sim deve ser utilizado apenas em situações especiais  (quando o médico suspeita que ocorrerá uma laceração muito grave – rasgar o períneo, juntando a vagina com o reto (Ai!) – isso é raro mas acontece! Partos prematuros extremos, partos muito difíceis, sofrimento fetal…) mas ainda não estão muito claras na literatura tim-tim por tim-tim todas as indicações, não há consenso. A experiência prática do obstetra é muito importante!

Assim, a ideia é que a episiotomia seja realizada em apenas 10% dos partos. Pois na maioria dos casos não melhora as condições do nascimento do bebê, e prejudica a recuperação da mamãe (maior dor, chance de infecções, hematomas…), é o que chamamos de “medicina baseada em evidências”. As lacerações podem acontecer e acontecem frequentemente; às vezes precisam de um pontinho ou outro, mas a literatura mostra que a recuperação é mais rápida que a recuperação do corte cirúrgico. E também as “bolas na vagina”, “bexiga caída”, incontinências urinárias e fecais não são evitadas pela episiotomia.

Existem alguns exercícios pélvicos que ajudam na elasticidade e recuperação do períneo. É legal conversar com seu médico sobre isso. Agora, por isso que a relação de confiança com seu obstetra é muuuuuuiiiiiiiitoooooo importante! Pois se você confia nas condutas dele, além de tirar dúvidas no decorrer da gestação sobre esse e tantos outros procedimentos que podem ser necessários num parto, caso você for submetida a uma episiotomia no seu parto, você estará segura que foi SELETIVA (agora você já sabe o que é!).

E é isso, sem traumas, meninas! É com informação que perdemos os medos do parto normal!
Descomplicou???

Fonte: (1)http://files.bvs.br/upload/S/0100-7254/2010/v38n5/a008.pdf; (2) http://www.febrasgo.org.br/site/wp-content/uploads/2013/05/Feminav38n11_583-591.pdf