Descomplicando a Curetagem

Hello! Faz tempo que pedem pra gente falar da Curetagem. Pois bem, hoje eu vim descomplicar esse procedimento pra vocês.

A curetagem é um procedimento cirúrgico, que serve para retirar materias de dentro de alguma cavidade. Na ginecologia, geralmente é feita em casos de abortamento, retenção da placenta após o parto, ou quando há necessidade de retirar pedaços do endométrio por algum motivo (principalmente se a mulher não tem acesso à histeroscopia).

Como é feito o procedimento?

Já que é uma cirurgia, a curetagem deve ser feita em centro cirúrgico. A mulher vai ser anestesiada, na maioria das vezes vai dormir (anestesia na veia), mas dependendo do caso pode ser feita aquela anestesia nas costas (raquidiana ou peridural). A melhor anestesia é aquela indicada pelo anestesista para o SEU caso.

Depois de anestesiada, o médico irá colocar no seu canal vaginal o espéculo, aquele aparelho usado para visualizar o colo do útero quando se coleta o exame preventivo.

Espéculo vaginal.

O próximo passo é medir o seu útero e então será realizada a “limpeza”da cavidade uterina. Uma colherzinha de metal (a cureta – que dá o nome ao procedimento) será introduzida pelo colo do útero, sem cortes, e então a sua médica irá realizar a raspagem da parte interna do útero.

Cureta

A cirurgia é relativamente rápida. Assim, na maioria das vezes em menos de meia hora você já estará acordada. Seu médico irá orientar os cuidados necessários após a curetagem. Tire todas as suas dúvidas!

Mas tem riscos?

Infelizmente sim. Como toda cirurgia, há riscos. Porém, no caso da curetagem são bem baixos. Dentre eles estão a perfuração do útero, sangramentos, e a formação de cicatrizes dentro do útero.

Nem todo abortamento precisa de curetagem.

Por isso, existem outras alternativas, como a AMIU (que é feita por aspiração), e até mesmo a conduta expectante, que nada mais é que aguardar um tempo para ver se seu corpo elimina sozinho o conteúdo de dentro do útero. Maaas, isso deve ser muito bem conversado com sua obstetra, e você deve ter conhecimento dos riscos e benefícios de cada conduta, para juntas, vocês definirem o que é melhor no seu caso.

Portanto, na medicina nada é “8 ou 80”. Existem diversos protocolos que podem ser seguidos e cada caso é único.

Até!