Abuso infantil é crime.

Eita que tema abafado. Não se fala, não se discute. Não se denuncia! O assunto que deveria ser manchete é o ABUSO INFANTIL.

É crime praticar atos sexuais com crianças menores de 14 anos (mesmo que “consentido”, entre aspas mesmo! Pois crianças com essa idade que praticam sexo raramente têm maturidade para entender tudo o que isso pode significar).

Mais de 90% dos casos de abuso infantil é praticado por pessoas conhecidas da família.

E aí entram a proteção ao membro da família o medo, ou negação do fato, que resultam muitas vezes em abusos repetidos e negligência. E não em denúncia.

O Brasil é “campeão” de casos de gravidez não planejada. Com números ainda expressivos na adolescência. Isso pode trazer graves consequências à saúde da gestante e do feto.

Sem ações efetivas, a gravidez na adolescência vira uma bola de neve: mães muito jovens têm maior chance de ter filhas que engravidam muito jovens. O início precoce das relações sexuais leva à maior chance da adolescente ter relações desprotegidas, o que consequentemente leva à comportamento de risco (IST!!!) e gestação não planejada.

Baixo nível sócio-econômico, falta de acesso a métodos anticoncepcionais e conhecimento sobre eles estão entre os fatores que contribuem para números tão elevados.

E ao falarmos de abuso, é preciso falar também sobre educação sexual.

Desde cedo! Não, não se trata de estimular a criança a fazer sexo, mas de aposentar a história da cegonha, não tornar tabu falar sobre sexo e se tocar. Também de ensinar desde cedo sobre o corpo e como ele funciona, sobre quem pode ou não tocá-lo, sobre como se proteger. Sobre identificar atos de abuso e sentir-se à vontade de contar algo que aconteceu e não gostou.

A OMS sugere que ações conjuntas entre pais e escola e até mesmo encarar a internet como ferramenta educativa (em algum lugar as crianças irão tirar suas dúvidas!), tudo vale para proteger nossas crianças!

Quanto ao aborto… já está previsto em lei nos casos de estupro, risco de vida para a gestante e casos de anencefalia. Ser a favor, ou não, agora realmente não deveria ser o foco da questão.