10 dicas para prevenir as fissuras mamárias

As fissuras mamárias são uma das principais causas de interrupção precoce da amamentação, mas podem ser evitadas e tratadas sem prejuízo para a mãe e o bebê.

A fissura ocorre quando a pega é inadequada, geralmente quando a mama está muito cheia ou quando o bebê é muito pequeno e sua boca não consegue envolver toda a aréola. Já falamos em outro post sobre a pega correta para amamentar. Vale a pena dar uma olhada porque cuidar para que o bebê pegue corretamente a mama é a principal forma de evitar as fissuras dos mamilos.

Se você já tem fissura, não precisa parar de amamentar! Isso mesmo… NÃO PRECISA PARAR DE AMAMENTAR E NEM DEVE! Mas e a dor? Sim, a fissura causa dor mas, na maior parte das vezes, a dor desaparece assim que você corrige a pega do bebê. Apenas se a fissura for muito grande e dolorosa, você deve suspender a amamentação na mama mais afetada por 24 a 48 horas e ordenhá-la manualmente até seu esgotamento para evitar que ela fique cheia.

Agora vamos listar aqui algumas dicas para evitar e, até mesmo, tratar as fissuras mamárias:

  1. Antes de iniciar a mamada, verifique se a região da aréola está flexível; se não estiver, esvazie um pouco a mama;
  2. Posicione corretamente o bebê na mama de forma que ele abocanhe o máximo que conseguir da aréola e não apenas o mamilo;
  3. Verifique se a pega está correta: o queixo do bebê deve permanecer encostado na mama e as bochechas arredondadas; covinhas e barulho ao sugar são sinais de pega incorreta;
  4. Alterne as posições para amamentar (já falamos sobre isso em outro post);
  5. Amamente em livre demanda para que o bebê esteja com menos fome ao mamar e não sugue com tanta força;
  6. Evite interromper a mamada (o bebê deve deixar a mama espontaneamente, mas se for preciso interromper a mamada coloque o dedo mínimo ou indicador no cantinho da boca do bebê para que ele largue o peito);
  7. Os mamilos devem ser lavados apenas uma vez ao dia, no momento do banho, e deve-se usar pouco ou nenhum sabonete e evitar banhos quentes e prolongados;
  8. Exponha as mamas ao ar e ao sol tanto quanto possível no intervalo das mamadas, ou então, realize o banho de luz por 20 minutos, 2 a 3 vezes ao dia (a luz pode ser solar ou proveniente de raios ultravioletas artificiais como lâmpada de 40 watts à distância de 40 cm do mamilo);
  9. Passe o próprio leite materno na aréola e no mamilo após as mamadas e deixe secar naturalmente, pois o leite materno possui efeito cicatrizante;
  10. Evite usar óleos, pomadas, cremes e medicamentos nos mamilos porque podem causar reações alérgica e, ainda, devido a necessidade de serem removidos antes de cada mamada, retiram a oleosidade natural da pele e tornam a região mais sensível e predisposta a lesões.

Lembre-se, se o problema persistir, procure imediatamente um médico para lhe auxiliar.

Fonte: 1) Obstetrícia – Zugaib, 2008; 2) Manual de aleitamento materno – FEBRASGO, 2010; 3) www.mamare.com.br